29/07/2011

tempo


"Ver-te é como ter à minha frente todo o tempo.
É tudo serem para mim estradas largas, estradas onde passa o sol poente.
É o tempo parar e eu próprio duvidar mas sem pensar.
Se o tempo existe, se existiu alguma vez e nem mesmo meço a devastação do meu passado."

Ruy Belo

28/07/2011

...


"Não caibo nesta tarde que me desfolhas sobre o coração. Renovam-se-me sob os passos todos os caminhos e o dia é uma página que, lida e soletrada, descubro inatingível como o vento, a rua e a vida.
As mesmas mãos que antes desfraldavam domésticas insígnias abaixo dos beirais emprestam novos pássaros às árvores. Pétala a pétala chego à corola desta minha hora. Roubo o meu ser a qualquer outro tempo, não há em mim memória de alguma morte, em nenhum outro lugar me edifiquei.
Arredondas à minha volta os lábios para me dizer, recuo de repente àquele princípio que em tua boca tive.
Eu sei que só tu sabes o meu nome- tentar sabê-lo foi afinal o único esforço importante da minha vida.
Sinto-me olhado e não tenho mais ser que ser visto por ti. Há no meu ombro lugar para o teu cansaço e a minha altura é para ser medida palmo a palmo pela tua mão ferida."


Ruy Belo

desejo de amar


obrigada por me dares a conhecer esta música.

Momentos a sós com Deus VII

cada vez preciso mais. preciso de luz.

estou...

embrulhada em escuridão...

26/07/2011

Dia dos Avós


neste dia não podia deixar de falar da minha avó Maria. tive o privilégio de ter a minha avó como minha mãe. foi durante 26 anos da minha vida, uma pessoa muito e sempre presente. nem sempre fui uma boa neta. o choque de gerações era inevitável e, os feitios nem sempre se encaixavam. foi uma Mulher de fibra. trabalhadora, boa mãe, boa avó, meiga e dura quando tinha de ser. foi uma matriarca exemplar. enquanto a tivemos no meio de nós, fisicamente, a nossa família era uma família. com as suas zangas, com os seus bons momentos, mas a palavra dela era ouvida e respeitada.
enquanto adolescente, nem sempre lhe dei a devida atenção, nem sempre fui correta, muitas vezes desprezava os seus conselhos e, olhando para trás, sei que tudo o que ela dizia fez sempre sentido, sempre.
resta-me agradecer tudo o que ela fez por mim, porque em vida nunca lhe disse: obrigada por não desistires de mim.
as memórias guardo-as com amor e muito carinho.
Obrigada Avó.

Momentos a sós com Deus VI

fazem todo o sentido...

e há...



luz nos teus olhos.

23/07/2011

22/07/2011

Livros I


Hoje, tenho de falar de livros, não será o primeiro post a publicar sobre esta memória. Vivi sempre com livros. O meu pai, tinha imensos livros, desde enciclopédias a romances e, a leitura foi sempre um prazer. Desde muito nova. Claro que iniciei com a colecção dos 5. Colecção dos 7. Adrian Mole. Entre outros...
Quando já no secundário, éramos obrigados a ler obras da literatura portuguesa, nunca vi com maus olhos este dever, porque para mim, era acima de tudo, um gosto.
E o gosto foi tanto, que nunca mais parei e já li bastantes clássicos portugueses.
Manhã Submersa - Vergílio Ferreira;

Do grande Eça de Queirós, li bastantes: A Cidade e as Serras; O Crime do Padre Amaro; O Primo Basílio; A Relíquia; Os Maias; A Ilustre Casa de Ramires;

Do Júlio Dinis: Uma Família Inglesa; As Pupilas do Senhor Reitor; Morgadinha dos Canaviais; Os Fidalgos da Casa Mourisca;

Camilo Castelo Branco: A Queda de um Anjo; Amor de Perdição;

Almeida Garrett: Frei Luis de Sousa; Viagens na minha Terra;

Camões: Os Lusíadas;

Enfim, já tenho alguns clássicos no curriculo:)

Com um livro nunca estou só. Ler, continua a ser um grande prazer.
Obrigada a todos os homens e mulheres que com a sua criatividade, enchem páginas de histórias- reais ou não- que nos levam nos mais bonitos sonhos.
Bem hajam!

Verdade!


" As coisas de maior dimensão são, por vezes, as que passam mais despercebidas."

Deus Viaja Sempre Incógnito - Laurent Gounelle

Num ápice tudo pode acabar...


"(...)Igor morto... Não conseguia acreditar. Era inconcebível. Apesar de os meus sentimentos para com ele estarem mitigados depois de ter percorrido várias vezes, no espaço de um Verão, toda a gama de emoções, da admiração ao ódio, passando pelo medo, ele não deixava de ser aquele que me libertara do jugo das minhas inibições e que fizera de mim um homem capaz de viver plenamente a sua vida. Igor tinha morrido... De repente, senti-me devedor e... ingrato. Nunca teria oportunidade de lhe agradecer.
Lentamente, a tristeza foi tomando conta de mim, penetrando cada parte do meu ser. Subitamente, senti-me pesado, abatido. O velho leão deixara o mundo..."

Deus Viaja Sempre Incógnito - Laurent Gounelle

21/07/2011

giro!

Momentos a sós com Deus V

preciso que me guies.

...


" Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio dos outros."

Clarice Lispector

As Aventuras de Tom Sawyer


adorava. ficava sossegadinha a ver. às vezes com lágrimas nos olhos, outras com gargalhadas. crescer naquela paisagem, com aquela natureza em volta, brincar no rio mississipi, fez parte do meu imaginário.
esta animação fez parte da minha infância, como tal não podia faltar na minha lista de memórias.

partilhem!

asinhas de frango: Da violência contra as mulheres: "Mais do que uma vez assisti a uma mulher a ser violentamente agredida pelo companheiro. Vivia na minha rua e tinha várias filhas pequenas q..."

20/07/2011

Pai


começo a minha lista de memórias por uma pessoa. a minha pessoa preferida, pelo menos até uma certa idade. tendo em conta que não fui criada com mãe, o meu pai, foi a pessoa que a substituiu.
lembro-me de andarmos sempre de mão dada na rua. de dar sempre um beijinho de bom dia e boa noite. de por os meus pés em cima dos dele e andarmos assim pela casa, como se fosse uma dança. dos cozinhados dele, e não posso deixar de falar do fantástico cozido à portuguesa. de ajudá-lo a preparar os transformadores que fazia. de ir às compras com ele. dos passeios. das férias. da praia. da primeira vez que pegou na minha filha. da primeira vez que foi hospitalizado e que eu assisti, tinha 15 anos e tive um medo de morte. mais tarde, soube de outras coisas que de alguma forma me afastaram apesar, de já teres falecido. mas Pai é Pai.
Deste-me um quala de peluche tinha eu 9 anos. quem o tem é a minha filha.
Obrigada por tudo. Sei que fizeste sacrifícios. Um homem a tomar conta de tantos filhos sem a mãe, não foi nada, mas mesmo nada fácil. fui uma filha difícil desde sempre. muito revoltada com tudo. sempre respondona. embirrante que só eu. chata. quando queria uma coisa era terrível. uma vez, ainda com hora marcada para chegar a casa, pelos meus 16 ou 17 anos, falhei o horário e lá foste tu e o Paulo à minha procura, e lá me encontraram a caminho de casa toda feliz, nada preocupada com nada, enfim... fui fresca. Sei que erraste muito, erros graves, mas também sei o bem que fizeste por nós e isso, para mim pesa imenso, mesmo que ainda me deixe triste. É paradoxal, eu sei, mas na vida isso é uma constante.

Sou...


uma pessoa falível. já menti. já roubei. já enganei. não tenho absolutamente orgulho nenhum. nunca matei. matar mesmo. mas penso que quando erramos e magoamos outra pessoa, acabamos por a matar um bocadinho. rouba-se alegria. porque não há nada pior que sermos atingidos por uma dor que nos é dada por quem não esperamos. a mágoa mata. mata a capacidade de se querer bem à outra. a desilusão mata. mata a possibilidade de tornar a sentir bater o coração com a mesma plenitude de antes. a confiança morre, outras vezes só entra em coma e passado um tempo acorda com vontade de reviver e de dar outra oportunidade. o sofrimento é o conjunto de várias emoções e sentimentos.
as atitudes condicionam o presente e o futuro. as relações que temos nunca mais são as mesmas. acabam. e não vale a pena fingir o que não existe.
a minha relação acabou porque tudo se soube. porque os erros não são nem foram corrigidos ainda.
depois vem a falta de coragem. a vergonha. o medo de ser julgado da pior forma pela pessoa que magoámos. mas quem erra tem de assumir. quem erra tem de estar preparada para a perda.
mas acredito que quem erra também sofre. e quem aponta o dedo também sofre, porque nunca ninguém sabe o dia de amanhã.
só resta emendar o erro e pedir perdão.

lista de memórias!

Há sempre uma série de pessoas e coisas que fazem parte da nossa vida.
A partir de hoje, vou relembrando essas pessoas e coisas que ajudaram a escrever a minha história. Tenha sido da melhor ou pior forma. Afinal, todos os dias vividos, não são mais que um diário cheio de folhas brancas que são preenchidas de novas experiências e emoções. Enfim... a vida também se conta em palavras!
Os afectos, as lágrimas causadas e sofridas, as brincadeiras, as descobertas, os desgostos, as vitórias, as gargalhadas, as viagens, as festas de família, aniversários, férias, tudo, pelo menos o que mais nos marcou!


será assim tão fácil?


" Amar é muito mais que gostar. É desatar os nós que nos impedem de ser felizes e apertar os
laços que nos unem."
Helena Sacadura Cabral


provavelmente será. quando ainda valem a pena os laços!

Momentos a sós com Deus IV

preciso concentrar-me no que me dizes. preciso mesmo.

Ficarmos sós...



Quis saber quem sou, o que faço aqui.
Quem me abandonou, de quem me esqueci.
Perguntei por mim, quis saber de nós.
Mas o mar não me traz, tua voz.
Em silêncio, amor. Em tristeza e fim.
Eu te sinto em flor, em flor.
Eu te sofro, em mim.
Eu te lembro, assim.
Partir é morrer. Como amar é ganhar e perder.
Tu vieste em flor, eu te desfolhei.
Tu te deste em amor, eu nada te dei.
Em teu corpo, amor, eu adormeci.
Morri nele, e ao morrer, renasci.
E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz, que perdi
Minha dor, que aprendi
De novo viste em flor
Te desfolhei...
E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós...

ai o amor...


" Sei que despreza o amor. Para si não vale nada. Na verdade, não é capaz de amar. Multiplica aventuras com mulheres que nem têm metade da sua idade porque tem medo de se deixar levar e amar uma verdadeiramente. É muito bonito saber o que queremos da vida, termos a coragem de afirmar a nossa vontade e de irmos até ao fim pelos nossos sonhos. Devo-lhe isso e reconheço que é precioso. Mas não serve de nada se não formos capazes de amar, amar uma pessoa, amar os outros em geral...(...) Não podemos viver para nós, senão a vida não tem sentido. Todo o luxo do mundo nunca poderá substituir a beleza de uma relação, a pureza de um sentimento, nem sequer o sorriso sincero de um vizinho ou de um transeunte a quem seguramos uma porta, ou ainda o olhar comovido de um desconhecido. As suas belas teorias são perfeitas, eficazes, até geniais, contudo esquece-se de uma coisa, de apenas uma, mas essencial: esquece-se de amar."


Deus Viaja Sempre Incógnito- Laurent Gounelle

19/07/2011

Tens...


de ter coragem. é a frase que mais ouço. mas não sei onde está a coragem. eu tento encontrá-la, mas ela fugiu de mim...



Onde...


se guarda a despedida?

Momentos a sós com Deus III

18/07/2011

Estás em mim, mas não quero!


" Onde menos te encontro é onde tu exististe. Desprendeste-te donde estiveste e é em mim que mais me acontece tu estares. Mas nem sempre. Quantos dias se passam sem tu apareceres. E às vezes penso é bom que assim seja, para eu aprender a estar só. Mas de outras vezes rompes-me pela vida dentro e eu quase sufoco da tua presença. Ouço-te dizer o meu nome e eu corro ao teu encontro e digo-te vai-te, vai-te embora. Por favor. E eu sinto-me logo tão infeliz. E digo-te não vás. Fica. Para sempre. Há em mim uma luta entre o desejo de que te esqueça e o de endoidecer contigo. Porque tu foste um mundo incorruptível onde o tempo não passa e é aí que tu moras no eterno de ti. Mas nem sempre consigo ver-te na emoção que me abala ao lembrar a tua imagem. Como nem sempre me emociona ouvir certas músicas ou olhar um quadro ou reler um poema. Ou olhar uma estrela, uma flor. Há em nós o dom perverso de só raramente ver o outro lado das coisas onde mora o seu mistério. Lembro-me assim de às vezes procurar na tua face a outra face que lá não estava e era a mais bela de ti..."

Vergílio Ferreira

Momentos a sós com Deus II


sabem bem...

Mandela


Parabéns. 93 anos de uma história de AMOR! Obrigada pelo exemplo e pela lição.

agradeço...


o carinho. a proposta. mas não posso aceitar. eu estou sozinha, mas o meu coração não. o meu coração tem um nome e um sentimento gravados.

Lição


(...) "- Quando detestamos alguém ou ele nos faz sofrer, não temos vontade nenhuma de nos enfiar na sua pele sentir o que ele sente...

- É verdade. No entanto, é muitas vezes a única maneira de compreender o que o leva a comportar-se como se comporta connosco. Enquanto estamos no nosso lugar, contentamo-nos com suportar ou rejeitar o outro, mas isso não altera em nada a situação. Não temos influência nele. Enquanto se te puseres no seu lugar, podes descobrir porque é que ele age da forma como o faz. Se se trata de um torcionário, então vê a cena com olhos de torcionário e compreenderás o que o leva a torturar-te. É a única esperança que tens de o fazer parar. Não se muda as pessoas rejeitando-as.

-Sim...
-Quando rejeitas alguém ou até as suas ideias, leva-lo a fechar as suas escotilhas e a manter as suas posições. Porque haveria de se interessar pelo que tens a dizer, se tu recusas a sua opinião?
- Não é mentira...
- Se fizeres o esforço, por vezes desagradável, de subscrever a sua visão das coisas, compreendes o que o leva a pensar o que pensa e a comportar-se como se comporta. E se ele se sentir compreendido e não julgado, talvez oiça o que tens para lhe dizer para evoluir na sua postura perante a vida." (...)

Deus Viaja Sempre Incógnito - Laurent Gounelle

17/07/2011

Imprégné...

en moi... dans ma solitude et la culpabilité...

verdade...



cada vez que dizemos adeus morro um bocadinho...


16/07/2011

morro...









aos poucos. sem ti. sem mim. sem nós. que faço?

quero falar-te da minha história...


"Há qualquer coisa de impúdico em contar a vida a um desconhecido, quando vamos além dos acontecimentos anónimos da vida, tais como o trabalho, as relações quotidianas e a rotina habitual. Tinha medo de confidenciar com ele; era, de certo modo, como se expondo-me lhe desse poder sobre a minha pessoa. Ao fim de um momento, estava lançado e deixei de me interrogar. Aceitei revelar-me, talvez porque não me sentisse julgado e, depois, devo confessar, porque me senti apanhado no jogo. Afinal, é agradável termos alguém que nos oiça atentamente, quando ultrapassámos a barreira do pudor. Na vida, não temos muitas vezes a oportunidade de ser verdadeiramente ouvidos, de sentir que o outro tenta compreender-nos, descobrir os meandros do nosso pensamento e as profundezas da nossa alma...
A nossa transparência era, só por si, libertadora e, de certa forma, excitante."


Deus viaja sempre Incógnito - Laurent Gounelle

sem rumo...


" estás furioso, mas no fundo a sofrer muito-, disse-me numa voz calma, com um leve sotaque que desconhecia.
- não é difícil de adivinhar.
- és tremendamente infeliz e já não suportas viver."

Deus viaja sempre Incógnito - Laurent Gounelle

a vida seria mais pobre




14/07/2011

todos...


queremos ser curados com amor!

12/07/2011

eu...


podia inventar mil e uma desculpas por ter escrito a minha história da forma que escrevi.
abandono. perdas. falta de apoio e amor. duvidas acerca de tanta coisa. mas não é esta a história de tantas outras pessoas? e não foi por isso que transformaram a vida delas num desalinho, como eu fiz com a minha.
uma sucessão de erros... a começar na forma de ver e perceber o amor.
afinal estive sempre tão errada. o amor não se esconde. não se controla. não se quantifica. o amor simplesmente sente-se e é nesse sentir que se chega ao amor puro. ao amor que não se pede nada em troca. ao amor que cresce diariamente, na certeza de fazer sentido.
mas que moral tenho eu para julgar os outros? não fiz eu o mesmo? também abandonei. também provoquei dor. também não apoiei sempre todas as pessoas que fizeram parte da minha vida. também não senti amor por todas. a vida é mesmo assim.
aprendi a ter medo. aprendi que há sentimentos que nos inibem de tanta coisa. e eu tenho vergonha de muita coisa que fiz e outra tanta que não fiz.

sei que os afetos são a unica coisa que levamos da vida e eu sei, que serei uma pessoa que não deixa saudades, até porque não tenho uma grande lista de amigos nem conhecimentos.
sempre misteriosa, a guardar tudo para mim.
ninguém se lembrarará, da gargalhada, da boa disposição, da vontade de aprender, da generosidade, etc...
provavelmente os meus defeitos destacam-se mais que as qualidades.

sou o que sou e fui o que fui. assumo o mal e lembro-me vagamente do bem que fiz.
na verdade ninguém me conhece, nem eu mesma.
sou uma indefinição. sou um desassossego. sou um vento que arrasa por onde passa. sou uma sombra fugidia. sou o que nunca quis ser.

sou simplesmente nada. vazia.
sou um adeus sem sorriso, nem lágrima...

promise me




06/07/2011

...


" Finges dormir para que a dor não deixe rastro no sangue. Nada se move dentro ou fora de ti, excepto o vento no interior dos ossos."

Al Berto

05/07/2011

Levo...

neste salto sem para-quedas todos os meus SONHOS. todos os meus PROJETOS. todo o meu AMOR. toda a minha ESPERANÇA. toda a minha FÉ.

04/07/2011

incrivel!


The first time, ever I saw your face
I thought the sun rose in your eyes
And the moon and the stars
Were the gifts you gave
To the dark, and the endless skies
My Love.

And the first time, ever I kissed your mouth
I felt the earth move in my hands
Like the trembling heart
Of a captive bird
That was there, at my command
My Love.

And the first time, ever I lay with you
I felt your heart so close to mine
And I know our joy
Would fill the earth
And last, til the end of time
My Love.
And last, til the end of time.

The first time, ever I saw
Your face
Your face
Your fa-ace
Your face.

estou...


a desaparecer! de ti já não faço parte. e de mim começo a não fazer.

...


" Hoje, vou correr à velocidade da minha solidão."

Al Berto

02/07/2011

...


adoro!

A tua ausência dói


" quero dizer-te uma coisa simples: a tua ausência dói-me. refiro-me a essa dor que não magoa, que se limita à alma; mas que não deixa, por isso, de deixar alguns sinais - um peso nos olhos, no lugar da tua imagem, e um vazio nas mãos, como se as tuas mãos lhes tivessem roubado o tacto. São estas as formas do amor, podia dizer-te; e acrescentar que as coisas simples também podem ser complicadas, quando nos damos conta da diferença entre o sonho e a realidade. Porém, é o sonho que me traz a tua memória; e a realidade aproxima-me de ti, agora que os dias correm mais depressa, e as palavras ficam presas numa refracção de instantes, quando a tua voz me chama de dentro de mim - e me faz responder-te uma coisa simples, como a dizer que a tua ausência me dói."

Nuno Júdice

01/07/2011

há quanto tempo?


volta no vento por favor...

amor


" Guarda-me adormecida para sempre no teu peito ou deixa-me voar uma vez mais sobre esta terra de ninguém onde morro por qualquer cosa que me fale de ti.
Há noites assim em que o silêncio se transforma ao de leve numa lâmina que minuciosamente rasga o linho onde ficou esquecido o corpo que habitamos em provisórias madrugadas felizes...
Depois é só abrir os braços e acreditar que ainda faltam muitas horas para a partida e que à toa pelos corredores ainda escorre uma razão primeira a trazer-me de volta.
E eu adormecida para sempre no teu peito.
E eu acorrentada para sempre no teu peito. E de novo entre nós aquele choro de quem não teve tempo de preparar a despedida com as palavras certas; porque as palavras certas estavam todas em histórias erradas que outros escreveram em lugares nublados que nem vale a pena tentar recompor.
Muito ao longe uma voz desgarrada estabelece o fim do verão...
E eu adormecida para sempre no teu peito.
E eu acorrentada para sempre no teu peito..."

Alice Vieira

30/06/2011

era aqui...


que me levavas tantas, mas tantas vezes...

...


" ... no desalinho triste das minhas emoções confusas...
Uma tristeza de crepúsculo, feita de cansaços e de renúncias falsas, um tédio de sentir qualquer coisa, uma dor como de um soluço parado ou de uma verdade obtida. Desenrola-se-me na alma desatenta esta paisagem de abdicações - áleas de gestos abandonados, canteiros altos de sonhos nem sequer bem sonhados, inconsequências, como muros de buxo dividindo caminhos vazios, suposições como velhos tanques sem repuxo vivo, tudo se emaranha e se visualiza pobre no desalinho triste das minhas sensações confusas."

Livro do Desassossego - trecho 47

29/06/2011

quero...



sempre e para sempre.

Hoje...29


sinto-me no meio do nada. hoje sou capaz de ser só e apenas 1 sombra. hoje não festejo nada. hoje a minha vida é nada. hoje dia 29, dia tão especial para mim...
hoje, a água, o fogo e a terra podiam engolir-me e mesmo assim, a dor não era comparável à que sinto, por já não fazer parte da tua vida.

28/06/2011

...


amor puro...

uau!

não me canso...



de ouvir!

...


(...)"o mistério da vida dói-nos e apavora-nos de muitos modos. Umas vezes vem sobre nós como um fantasma sem forma, e a alma treme com o pior dos medos - o da incarnação disforme do não-ser. Outras vezes está atrás de nós, visível só quando nos não voltarmos para ver, e é a verdade toda no seu horror profundíssimo de a desconhecermos.
Mas este horror que hoje me anula é menos nobre e mais roedor. É uma vontade de não querer ter pensamento, um desejo de nunca ter sido nada, um desespero consciente de todas as células do corpo da alma. É o sentimento súbito de se estar enclausurado numa cela infinita. Para onde pensar em fugir, se a cela é tudo?"(...)


Livro do Desassossego - trecho 43

27/06/2011

não...

estou a conseguir. não estou a conseguir lidar com a falta. não estou a conseguir lidar com o silêncio, mesmo com todo o barulho à minha volta. não estou a conseguir lidar com a frieza da pele. não estou a conseguir lidar com este (des)amor.
não estou a conseguir lidar comigo própria...

26/06/2011

e estarei...




sempre!

24/06/2011

trapos...


" mas pesava-me qualquer coisa, uma ânsia desconhecida, um desejo sem definição, nem até reles. Tardava-me, talvez, a sensação de estar vivo. E, quando me debrucei da janela altíssima, sobre a rua para onde olhei sem vê-la, senti-me de repente um daqueles trapos húmidos de limpar coisas sujas, que se levam para a janela para secar, mas se esquecem, enrodilhados, no parapeito que mancham lentamente."
Livro do Desassossego - trecho 29

23/06/2011

o que somos?


"(...) E vejo que tudo quanto tenho feito, tudo quanto tenho pensado, tudo quanto tenho sido, é uma espécie de engano e loucura. (...)
Olho, como numa extensão ao sol que rompe nuvens, a minha vida passada; e noto, com um pasmo metafísico, como todos os meus gestos mais certos, as minhas ideias mais claras, e os meus propósitos mais lógicos, não foram, afinal, mais que bebedeira nata, loucura natural, grande desconhecimento. Nem sequer representei. representaram-me. fui, não o actor, mas os gestos dele.
Tudo quanto tenho feito, pensado, sido, é uma soma de subordinações, ou a um ente falso que julguei meu, por que agi dele para fora, ou de um peso de circunstâncias que supus ser o ar que respirava. Sou, neste momento de ver, um solitário súbito, que se reconhece desterrado onde se encontrou sempre cidadão. No mais íntimo do que pensei não fui eu.
Vem-me, então, um terror sarcástico da vida, um desalento que passa os limites da minha individualidade consciente. Sei que fui erro e descaminho, que nunca vivi, que existi somente porque enchi tempo com consciência e pensamento. E a minha sensação de mim é a de quem acorda depois de um sono cheio de sonhos reais, ou a de quem é liberto, por um terramoto, da luz pouca do cárcere a que se habituara.
Pesa-me, realmente me pesa, como uma condenação a conhecer, esta noção repentina da minha individualidade verdadeira, dessa que andou sempre viajando sonolentamente entre o que sente e o que vê.
É tão difícil descrever o que se sente quando se sente que realmente se existe, e que a alma é uma entidade real, que não sei quais são as palavras humanas com que possa defini-lo. (...)
Fui outro durante muito tempo - desde a nascença e a consciência -, e acordo agora no meio da ponte, debruçado sobre o rio, e sabendo que existo mais firmemente do que fui até aqui. Mas a cidade é-me incógnita, as ruas novas, e o mal sem cura. espero, pois, debruçado sobre a ponte, que me passe a verdade, e eu me restabeleça nulo e fictício, inteligente e natural.
Foi um momento, e já passou. Já vejo os móveis que me cercam, os desenhos do papel velho das paredes, o sol pelas vidraças poeirentas. Vi a verdade um momento. Fui um momento, com consciência, o que os grandes homens são com a vida. Com a vida? Recordo-lhes os actos e as palavras, e não sei se não foram também tentados vencedoramente pelo Demónio da Realidade. Não saber de si é viver. Saber mal de si é pensar. Saber de si, de repente, como neste momento lustral, é ter subitamente a noção da mónada íntima, da palavra mágica da alma. Mas essa luz súbita cresta tudo, consome tudo, deixa-nos nus até de nós.
Foi só um momento, e vi-me. Depois ja não sei sequer o que dizer o que fui. E, por fim, tenho sono, porque, não sei porquê, acho que o sentido é dormir."
Livro do Desassossego - trecho 39

sentir igual


" Reconheço, não sei se com tristeza, a secura humana do meu coração. Vale mais para mim um adjetivo que um pranto real da alma. (...)
Mas ás vezes sou diferente, e tenho lágrimas, lágrimas das quentes, dos que não têm nem tiveram mãe; e meus olhos que ardem dessas lágrimas mortas ardem dentro do meu coração.
Não me lembro da minha mãe.(...) Tudo o que há de disperso e duro na minha sensibilidade vem da ausência desse calor e da saudade inútil dos beijos de que me não lembro. Sou postiço.(...) Ah, é a saudade do outro que eu poderia ter sido que me dispersa e sobressalta1 quem outro seria eu se me tivessem dado carinho do que vem desde o ventre até aos beijos na cara peuqena.
Talvez que a saudade de não ser filho tenha grande parte na indiferença sentimental.
(...)
Sou todas estas coisas, embora o não queira, no fundo confuso da minha sensibilidade fatal."
Livro do Desassossego - trecho 30

como?

como vou conseguir?

21/06/2011

17/06/2011

perdas

a vida é assim mesmo. perdas e vitórias. neste momento sei que perdi tudo, porque tu eras tudo e ainda mais qualquer coisa para mim. mas, tu também me ensinaste a relativizar as perdas, e é isso que estou a tentar fazer. e sei que estou a morrer por dentro, por vários motivos, mas acima de tudo, acredito que vou ultrapassar. valeste sempre a pena. sempre. mas tudo tem limites, não é verdade?
fantásticos anos. inesquecíveis. mas passado. adeus.

15/06/2011

fazes-me

tanta falta. tanta que dói. uma dor física e emocional.

só

é exatamente assim que me sinto. no meio do nada. a boiar na vida. mas que vida? sinto-me imensa de nada.

06/06/2011

tão,mas tão...


perdida!sem a tua voz, sem o teu abraço,sem o teu beijo, sem o teu sorriso. a vida perdeu sabor... a vida perdeu o norte, o sul, o oeste e o este... a vida perdeu-se de mim...
e eu lamento tanto,tanto...

24/05/2011

Como?


como é que se lida com o erro? como é que se lida com a culpa? como é que se lida com a desilusão? desilusão com nós mesmo?

14/05/2011

então não ia?



mas é que nem pensava duas vezes. com a companhia certa e a comida adequada. que bom, que bom!