02/07/2011

A tua ausência dói


" quero dizer-te uma coisa simples: a tua ausência dói-me. refiro-me a essa dor que não magoa, que se limita à alma; mas que não deixa, por isso, de deixar alguns sinais - um peso nos olhos, no lugar da tua imagem, e um vazio nas mãos, como se as tuas mãos lhes tivessem roubado o tacto. São estas as formas do amor, podia dizer-te; e acrescentar que as coisas simples também podem ser complicadas, quando nos damos conta da diferença entre o sonho e a realidade. Porém, é o sonho que me traz a tua memória; e a realidade aproxima-me de ti, agora que os dias correm mais depressa, e as palavras ficam presas numa refracção de instantes, quando a tua voz me chama de dentro de mim - e me faz responder-te uma coisa simples, como a dizer que a tua ausência me dói."

Nuno Júdice

01/07/2011

há quanto tempo?


volta no vento por favor...

amor


" Guarda-me adormecida para sempre no teu peito ou deixa-me voar uma vez mais sobre esta terra de ninguém onde morro por qualquer cosa que me fale de ti.
Há noites assim em que o silêncio se transforma ao de leve numa lâmina que minuciosamente rasga o linho onde ficou esquecido o corpo que habitamos em provisórias madrugadas felizes...
Depois é só abrir os braços e acreditar que ainda faltam muitas horas para a partida e que à toa pelos corredores ainda escorre uma razão primeira a trazer-me de volta.
E eu adormecida para sempre no teu peito.
E eu acorrentada para sempre no teu peito. E de novo entre nós aquele choro de quem não teve tempo de preparar a despedida com as palavras certas; porque as palavras certas estavam todas em histórias erradas que outros escreveram em lugares nublados que nem vale a pena tentar recompor.
Muito ao longe uma voz desgarrada estabelece o fim do verão...
E eu adormecida para sempre no teu peito.
E eu acorrentada para sempre no teu peito..."

Alice Vieira

30/06/2011

era aqui...


que me levavas tantas, mas tantas vezes...

...


" ... no desalinho triste das minhas emoções confusas...
Uma tristeza de crepúsculo, feita de cansaços e de renúncias falsas, um tédio de sentir qualquer coisa, uma dor como de um soluço parado ou de uma verdade obtida. Desenrola-se-me na alma desatenta esta paisagem de abdicações - áleas de gestos abandonados, canteiros altos de sonhos nem sequer bem sonhados, inconsequências, como muros de buxo dividindo caminhos vazios, suposições como velhos tanques sem repuxo vivo, tudo se emaranha e se visualiza pobre no desalinho triste das minhas sensações confusas."

Livro do Desassossego - trecho 47

29/06/2011

quero...



sempre e para sempre.

Hoje...29


sinto-me no meio do nada. hoje sou capaz de ser só e apenas 1 sombra. hoje não festejo nada. hoje a minha vida é nada. hoje dia 29, dia tão especial para mim...
hoje, a água, o fogo e a terra podiam engolir-me e mesmo assim, a dor não era comparável à que sinto, por já não fazer parte da tua vida.

28/06/2011

...


amor puro...

uau!

não me canso...



de ouvir!

...


(...)"o mistério da vida dói-nos e apavora-nos de muitos modos. Umas vezes vem sobre nós como um fantasma sem forma, e a alma treme com o pior dos medos - o da incarnação disforme do não-ser. Outras vezes está atrás de nós, visível só quando nos não voltarmos para ver, e é a verdade toda no seu horror profundíssimo de a desconhecermos.
Mas este horror que hoje me anula é menos nobre e mais roedor. É uma vontade de não querer ter pensamento, um desejo de nunca ter sido nada, um desespero consciente de todas as células do corpo da alma. É o sentimento súbito de se estar enclausurado numa cela infinita. Para onde pensar em fugir, se a cela é tudo?"(...)


Livro do Desassossego - trecho 43

27/06/2011

não...

estou a conseguir. não estou a conseguir lidar com a falta. não estou a conseguir lidar com o silêncio, mesmo com todo o barulho à minha volta. não estou a conseguir lidar com a frieza da pele. não estou a conseguir lidar com este (des)amor.
não estou a conseguir lidar comigo própria...

26/06/2011

e estarei...




sempre!

24/06/2011

trapos...


" mas pesava-me qualquer coisa, uma ânsia desconhecida, um desejo sem definição, nem até reles. Tardava-me, talvez, a sensação de estar vivo. E, quando me debrucei da janela altíssima, sobre a rua para onde olhei sem vê-la, senti-me de repente um daqueles trapos húmidos de limpar coisas sujas, que se levam para a janela para secar, mas se esquecem, enrodilhados, no parapeito que mancham lentamente."
Livro do Desassossego - trecho 29

23/06/2011

o que somos?


"(...) E vejo que tudo quanto tenho feito, tudo quanto tenho pensado, tudo quanto tenho sido, é uma espécie de engano e loucura. (...)
Olho, como numa extensão ao sol que rompe nuvens, a minha vida passada; e noto, com um pasmo metafísico, como todos os meus gestos mais certos, as minhas ideias mais claras, e os meus propósitos mais lógicos, não foram, afinal, mais que bebedeira nata, loucura natural, grande desconhecimento. Nem sequer representei. representaram-me. fui, não o actor, mas os gestos dele.
Tudo quanto tenho feito, pensado, sido, é uma soma de subordinações, ou a um ente falso que julguei meu, por que agi dele para fora, ou de um peso de circunstâncias que supus ser o ar que respirava. Sou, neste momento de ver, um solitário súbito, que se reconhece desterrado onde se encontrou sempre cidadão. No mais íntimo do que pensei não fui eu.
Vem-me, então, um terror sarcástico da vida, um desalento que passa os limites da minha individualidade consciente. Sei que fui erro e descaminho, que nunca vivi, que existi somente porque enchi tempo com consciência e pensamento. E a minha sensação de mim é a de quem acorda depois de um sono cheio de sonhos reais, ou a de quem é liberto, por um terramoto, da luz pouca do cárcere a que se habituara.
Pesa-me, realmente me pesa, como uma condenação a conhecer, esta noção repentina da minha individualidade verdadeira, dessa que andou sempre viajando sonolentamente entre o que sente e o que vê.
É tão difícil descrever o que se sente quando se sente que realmente se existe, e que a alma é uma entidade real, que não sei quais são as palavras humanas com que possa defini-lo. (...)
Fui outro durante muito tempo - desde a nascença e a consciência -, e acordo agora no meio da ponte, debruçado sobre o rio, e sabendo que existo mais firmemente do que fui até aqui. Mas a cidade é-me incógnita, as ruas novas, e o mal sem cura. espero, pois, debruçado sobre a ponte, que me passe a verdade, e eu me restabeleça nulo e fictício, inteligente e natural.
Foi um momento, e já passou. Já vejo os móveis que me cercam, os desenhos do papel velho das paredes, o sol pelas vidraças poeirentas. Vi a verdade um momento. Fui um momento, com consciência, o que os grandes homens são com a vida. Com a vida? Recordo-lhes os actos e as palavras, e não sei se não foram também tentados vencedoramente pelo Demónio da Realidade. Não saber de si é viver. Saber mal de si é pensar. Saber de si, de repente, como neste momento lustral, é ter subitamente a noção da mónada íntima, da palavra mágica da alma. Mas essa luz súbita cresta tudo, consome tudo, deixa-nos nus até de nós.
Foi só um momento, e vi-me. Depois ja não sei sequer o que dizer o que fui. E, por fim, tenho sono, porque, não sei porquê, acho que o sentido é dormir."
Livro do Desassossego - trecho 39

sentir igual


" Reconheço, não sei se com tristeza, a secura humana do meu coração. Vale mais para mim um adjetivo que um pranto real da alma. (...)
Mas ás vezes sou diferente, e tenho lágrimas, lágrimas das quentes, dos que não têm nem tiveram mãe; e meus olhos que ardem dessas lágrimas mortas ardem dentro do meu coração.
Não me lembro da minha mãe.(...) Tudo o que há de disperso e duro na minha sensibilidade vem da ausência desse calor e da saudade inútil dos beijos de que me não lembro. Sou postiço.(...) Ah, é a saudade do outro que eu poderia ter sido que me dispersa e sobressalta1 quem outro seria eu se me tivessem dado carinho do que vem desde o ventre até aos beijos na cara peuqena.
Talvez que a saudade de não ser filho tenha grande parte na indiferença sentimental.
(...)
Sou todas estas coisas, embora o não queira, no fundo confuso da minha sensibilidade fatal."
Livro do Desassossego - trecho 30

como?

como vou conseguir?

21/06/2011

17/06/2011

perdas

a vida é assim mesmo. perdas e vitórias. neste momento sei que perdi tudo, porque tu eras tudo e ainda mais qualquer coisa para mim. mas, tu também me ensinaste a relativizar as perdas, e é isso que estou a tentar fazer. e sei que estou a morrer por dentro, por vários motivos, mas acima de tudo, acredito que vou ultrapassar. valeste sempre a pena. sempre. mas tudo tem limites, não é verdade?
fantásticos anos. inesquecíveis. mas passado. adeus.

15/06/2011

fazes-me

tanta falta. tanta que dói. uma dor física e emocional.

só

é exatamente assim que me sinto. no meio do nada. a boiar na vida. mas que vida? sinto-me imensa de nada.

06/06/2011

tão,mas tão...


perdida!sem a tua voz, sem o teu abraço,sem o teu beijo, sem o teu sorriso. a vida perdeu sabor... a vida perdeu o norte, o sul, o oeste e o este... a vida perdeu-se de mim...
e eu lamento tanto,tanto...

24/05/2011

Como?


como é que se lida com o erro? como é que se lida com a culpa? como é que se lida com a desilusão? desilusão com nós mesmo?

14/05/2011

então não ia?



mas é que nem pensava duas vezes. com a companhia certa e a comida adequada. que bom, que bom!

Uau!





para a próxima acampamos assim? deve ser fantástico! cómodo e tão, mas tão romântico!

11/05/2011

exame



exame intermédio de matemática do 8º ano. A minha filha está neste momento a fazer. Estava muito nervosa, mas ela estudou e muito. Boa sorte queriducha.

por do sol



é sempre tão bom assistir a este espetaculo da natureza, mas contigo de mão dada comigo tem outro sabor. muito, muito bom.

03/05/2011

gosto...



tanto de melancia. sou capaz de devorar metade de uma bem grande em três tempos. absolutamente deliciosa. e também gosto de melão e meloa!

Acho que vou ali comer uma fatiazinha:)

02/05/2011

tu



sempre de mão dada comigo. é tão bom. esta imensidão que sinto por ti. contigo.

" when i'm feeling blue, all i have to do, is take a look at you, then i'm not so blue..."!

e é assim que vou andando pela vida. com mais força, mais fé, mais corajosa. amo-te!

gosto...



tanto de ver o mar. ás vezes parece que responde às minhas dúvidas. sei que parece tolice, mas acontece de verdade!

27/04/2011

gosto...




de escrever. desde miuda. tenho cadernos cheios. escrevo por tudo e por nada. e sinto-me tão bem. serve quase como terapia. é um dos meus maiores prazeres.

26/04/2011

gosto...



de flores. as minhas preferidas são as tulipas.

gosto...



de agradecer. sempre.

19/04/2011

gosto...


de aprender. muito. e aprende-se todos os dias. com o que lemos. com o que vemos. com tudo à nossa volta. e é tão bom!

18/04/2011

gosto...

de piqueniques! a dois. com as crianças. com os amigos. tanto faz. todos são especiais.

17/04/2011

gosto...

de andar descalça. é absolutamente fantástico. sabe sempre bem.

16/04/2011

gosto...

de cozinhar. quando estou bem ainda fico melhor. quando estou mal, serve de terapia. e eu gosto de trabalhar os produtos e de inventar novos sabores e novos cheiros.

15/04/2011

gosto...


de livros. muito. para mim ler é uma necessidade aliada ao prazer da descoberta, do sonho, da fantasia. gosto muito. mesmo e a sério.

gosto...


de abraços. tanto. e há um abraço que é definitivamente o meu lugar preferido.

13/04/2011

gosto de...



sorrisos.

12/04/2011

a sério...


não me importava nada!

05/04/2011

Reencontro


Oferço-te estas flores, tão somente, porque ontem o nosso reencontro foi absolutamente fantástico. Falámos de coisas muito sérias e tristes, mas também recordámos momentos tão bons e algumas traquinices. Éramos uns primos muito porreiros. Mas, como sempre, os jovens acabam por serem arrastados para as fases negativas da família e tomam partidos, porque faz parte, mesmo que não queiramos.


Pena é que não tenhamos todos a capacidade de perdoar e por para trás das costas todas as coisas que pertencem simplesmente ao passado e lá deviam permanecer, mas a vida dá muitas voltas e quem sabe ainda consigas organizar o tal almoço ou jantar de primos, podes contar com a minha ajuda.

Foi delicioso aperceber-me que continuas linda, igual no teu feitio, mais segura e mais descontraída. Adorei saber que já és mãe.


Ontem, senti-me cheia de riso, de bem estar. Ontem foi uma prenda muito especial. Ontem encontrei-te e não te quero perder nunca mais. Beijinhos Prima.

01/04/2011

Bom Dia


Sê bem vindo Abril. Espero que sejas um mês mais risonho, mais solarengo, com mais abraços e beijinhos :)

30/03/2011

sonho


quase a concretizar! espero que seja ainda este ano. juntos e de mãos dadas. sempre.

...

continuo à procura de respostas. a vida coloca questões, mas as respostas não são imediatas, mas ás vezes é muito difícil entender e lidar com o mistério...



21/03/2011

Primavera sabe...










a sol. flores. joaninhas. piqueniques. cores alegres. sorrisos. fruta apetitosa.
a primavera sabe muito bem:)

olá...


primavera! Sê bem-vinda:)

16/03/2011

obrigada


por fazeres da minha vida um jardim. por me fazeres sorrir, mesmo quando tudo o resto à minha volta me faz chorar. por me fazeres acreditar, mesmo quando tudo à minha volta me faz ter vontade de desistir.
obrigada, por todos os dias fazeres de mim uma pessoa melhor.
amo-te. hoje e sempre.

15/03/2011

tão verdade...


é só isto!


era aqui, nesta cidade que me apetecia estar. de mão dada contigo. a desfrutar do amor. do nosso. sem pensar em mais nada. sem preocupações. só nós e o amor.

10/03/2011

sem ti


o meu mundo seria absolutamente vazio. absolutamente escuro. absolutamente impossível de viver com sorriso. com força. com esperança. com calor. com amor.
tu és a minha maior dádiva. amo-te Joana

que posso eu dizer?


todos os dias.

26/02/2011

Metade

" que a força do medo que eu tenho, não me impeça de ver o que anseio.
que a morte de tudo o que acredito não me tape os ouvidos e a boca.
porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio...

que a música que eu ouço ao longe, seja linda, ainda que triste...
que a mulher que eu amo seja para sempre amada mesmo que distante.
porque metade de mim é partida, mas a outra metade é saudade.

que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor,
apenas respeitadas, como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos.
porque metade de mim é o que ouço, mas a outra metade é o que calo.

que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço.
e que essa tensão que me corrói por dentro seja um dia recompensada
porque metade de mim é o que eu penso, mas a outra metade é um vulcão.

que o medo da solidão se afaste e que o convívio comigo mesmo se torne menos suportável.
que o espelho reflicta em meu rosto, um doce sorriso, que me lembro ter dado na infância.
porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade não sei.

que não seja preciso mais do que uma simples alegria para me fazer aquietar o espírito.
e que o teu silêncio me fale cada vez mais.
porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço.

que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba.
e que ninguém a tente complicar porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer.
porque metade de mim é plateia e a outra metade canção.

e que a minha loucura seja perdoada.
porque metade de mim é amor, e a outra metade... também."

Ferreira Gular

18/02/2011

espero


que o vento leve os meus medos. as minhas angústias. o meu pessimismo. que o sol me aqueça as vontades nobres e me ajude a ser mais completa.

14/02/2011

Gary Moore - Still Got The Blues (Live)

Travis - Sing

do amor...


desenho-te todos os dias. sinto-te todos os dias. quero-te todos os dias.